A Diferença entre Autoestima, Autocompaixão e Autocuidado

Atualizado: Abr 28

Entender a diferença entre os 3 conceitos acima, abordar benefícios e principalmente pontos negativos, como acontece em alguns casos de autoestima, além de apontar um caminho para a transformação pode fazer muita diferença no seu dia. Acredite em mim.


A Consultoria de Imagem e a Psicologia andam de braços dados, por isso gosto de falar que trabalhamos muito além de roupas, cores e estilos. Trabalhamos comportamento, sensações, desejos, mergulhamos no autoconhecimento e muitos outros conceitos para então refletir uma nova imagem.


Muitas vezes é preciso vestir a alma primeiro, para então vestir o estilo.


Hoje trago alguns conceitos importantes para quem deseja uma vida mais plena, feliz e leve.

Por isso vamos começar com o mais popular deles, a Autoestima.


A AUTOESTIMA é definida pela psicologia como uma avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma, podendo esta ser positiva ou negativa, e trata-se da nossa realidade. Por este motivo, consideramos que ela acaba sendo mais atrelada ao ego que cada indivíduo possui.



"Na cultura ocidental, autoestima requer destacar-se na multidão - ser especial e acima da média. O problema, é claro, é que é impossível todos estarem acima da média ao mesmo tempo." Afirma a pesquisadora pioneira em autocompaixão e escritora Kristin Neff, autora do livro "Autocompaixão - Pare de se torturar e deixe a insegurança para trás", e se você parar para pensar, isso norteia a vida da grande maioria das pessoas.


A verdade é que até podemos nos destacar em algumas áreas, mas sempre encontraremos alguém mais atraente, mais bem-sucedido ou mais inteligente do que nós, diante da nossa avaliação subjetiva (descrita por definição no primeiro parágrafo). Se estamos atrelados apenas a esta avaliação subjetiva, estamos mais voláteis, podendo sentirmo-nos bem ou mal, inferiores ou superiores, fazendo com que nossa autoestima caia ou aumente.



Trazendo a tona, em momentos de baixa, sensações de insegurança, insatisfação, autocrítica ou até mesmo comportamentos danosos como o bullying, onde inferioriza-se o outro para sentir-se superior. Aí então, voltamos a nos sentir bem. Ou até que alguém elogie o que fazemos, uma vez que a baixa autoestima não nos ajuda a acreditar que estamos no caminho certo e com as atitudes corretas.


Criamos muitas vezes um loop infinito de altos e baixos. Vivendo momentos de puro prazer, alegria e conquista ou de grande infelicidade e insatisfação quando na ausência delas.


Quando estamos na crista da onda, bem no trabalho, as finanças vão bem, a vida vai bem, nossos níveis de autoconfiança ficam mais elevados, resultando por consequência, um aumento da nossa autoestima.


Já quando nossos indicadores de sucesso não estão bem, nos sentimos a pior pessoa do mundo, não é mesmo?


O problema é quando não estamos bem, quando estamos em uma fase difícil da vida (talvez grande parte das pessoas esteja com esta percepção agora), sem sucesso no trabalho, com quilos a mais, insatisfeita com o corpo ou a nossa imagem, em uma situação familiar ou pessoal difícil...


São nestes momentos que colocamos em cheque nossa capacidade, nossos valores e isso faz com que tenhamos um olhar mais autocrítico sobre nós, muitas vezes cruel e impiedoso. Derrubando assim a autoconfiança - somente nós temos este poder.

E aí começamos a fazer questionamentos nocivos como:

  • "O que estou fazendo de errado?"

  • "Por que eu sou a única pessoa que não tem sucesso?"

  • "Por que meu corpo não é igual ao da fulana?"

  • "Talvez eu não seja boa o bastante"

  • "Nunca vou chegar onde quero"

  • "Só me sentirei bem quando for rica, poderosa, casada, bem sucedida, com dinheiro sobrando na conta, quando puder comprar coisas caras e extravagantes, blábláblá."

  • "Acho melhor desistir e tentar outra coisa"

São tanto pensamentos negativos que nos invadem.


Isso são formas de pensamento autocrítico minando a autoconfiança. Esses pensamentos podem levar a comportamentos que desencadeiam ainda mais medo, ansiedade, insegurança, e até mesmo à desistência ou ao fracasso de um projeto/objetivo, por não nos sentirmos boas o bastante, dignas, acima da média ou capazes.


E quando temos a coragem de tentar e falhamos, não nos permitimos falhar. Não nos perdoamos, afinal de contas, a sociedade também demanda a perfeição (mas isso fica para um novo post). Ficamos infelizes.




Mas aí eu te pergunto: como você consola um(a) amigo(a) quando este falha, normalmente não usa frases como, "Tudo bem", "Tudo vem no tempo certo", "Seu trabalho é muito bom. Não desista."... Em situações difíceis, oferecemos aos nossos amigos nossas melhores palavras de consolo, incentivo, aprendizado e ternura, não é mesmo?


Isso é COMPAIXÃO.


Mas por que é tão difícil oferecermos isso para nós mesmos?


Quando trazemos um olhar mais compassivo para as situações desafiadoras da nossa vida, ao invés de nos julgarmos, criticarmos e punirmos por não estarmos "bem"ou "na crista da onda", devemos nos oferecer compreensão, incentivo, exatamente como faríamos com alguém de quem gostamos.


Isso é AUTOCOMPAIXÃO.