1 Verdade e 6 Perguntas-Chave Sobre Desapego

A verdade é que para algumas pessoas essa é decididamente a parte mais difícil quando o assunto é mudança, reorganização ou limpeza.





Aqui em casa, nesses dias de quarentena, temos feito muitos desapegos em diversos cômodos, até as crianças entraram na onda, que passou desde a cozinha, biblioteca até ao meu querido Closet.


É impressionante a quantidade de coisas que vamos acumulando ao longo dos anos. Esses dias ainda coloquei no meu Instagram um post com as coisas que mais acumulamos segundo Marie Kondo (veja o post aqui). Cosméticos, souvenirs, livros, revistas de avião...


Itens com prazo de validade pra lá de expirados, roupas, calçados e acessórios que estão se desintegrando pela baixa qualidade do material ou a má conservação, são os primeiros a serem descartados e esse desapego não dói. Siimmm, dá dó porquê você esqueceu de usar aquele creminho ou aquele ingrediente especial que comprou em um mercado local quando viajou há 5 anos, mas não dá pra ficar, não dá pra usar, não dá pra doar, então só resta uma alternativa: tem que descartar.


Outras coisas, que mesmo assim já não fazem mais qualquer sentido para nós, para o nosso estilo de vida ou estão em uma quantidade múltipla infinitamente maior do que o volume da casa também podem ser um desapego fácil, afinal, quem precisa de 3 medidores de macarrão? E quantas vezes você lembrou de usar o seu?

Tem certeza que precisa guardar 2 cachecóis iguais? 2 coletes muito parecidos ou 2 saias com o mesmo modelo e a mesma cor?



Pensando nisso, vou te dar 6 perguntas-chave que são infalíveis para te ajudar nessa questão e 1 verdade. Você pode aplicar tanto na construção do seu closet funcional, quanto em qualquer outro cômodo.


(para entender mais sobre Closet Funcional veja esse post.)


6 Perguntas para você


1 Eu usei isso nos últimos 12 meses?

Se você tem algo que não usou nos últimos 12 meses, provavelmente as chances são enormes de que você não usará nos próximos 12, 24, 36... Ou seja, ele não é mais útil para você, pode até ter sido muito útil um dia, hoje não mais. Tá na dúvida? Prova. Ao provar a pessoa mesmo já sabe que não rola, não serve, desencana. Ou no caso de um objeto, tente utilizá-lo na semana do descarte. Se não "colou", não vai mais "colar"....


O mesmo vale para itens que estão quebrados ou estragados há muito tempo. Provavelmente nem você nem ninguém irá consertar e muitas vezes já nem existe mais conserto (caso muito comum dos eletrônicos).

Claro que existem POUCAS exceções a esta regra como por exemplo um casaco de inverno mais grosso que você guarda para momentos de frio rigoroso. Mas via de regra, deixe a pergunta guiar você durante o processo de desapego.


2 Eu compraria isso hoje?

Seja sincero (a). As vezes a gente olha pra peça, olha de novo e nem sabe por que motivo comprou ou já não se vê mais usando hoje. Imagine que você está passando pela vitrine de uma loja e vê o item. Compraria? Caso a resposta seja NÃO. Não faz sentido algum manter.

Sabe aquela super máquina de fazer sucos que você comprou na onda dos sucos naturais, usou 1 semana e percebeu que dá muito trabalho montar, desmontar e limpar. Você gastaria dinheiro com isso hoje?


Planejar compras também é uma ótima ideia para quem tem tendência a não resistir a promoções e acaba comprando itens "só porque estavam muito baratos", mas que provavelmente nunca irão usar ou muito pouco.


Quando você namora um item, planeja, vê possíveis locais que você o encontra para comprar, compara preços, a compra fica mais racional, desta maneira consegue ver o real propósito de usar aquilo e como aquele item vai impactar ou beneficiar a sua vida evitando as famosas compras por impulso.


3 Só não me livrei disso ainda porque não quero jogar meu dinheiro fora?


Comprou, gastou, não usou, acumulou e agora quer dar uma de orgulhosa (o) e falar que gastou a maior grana, pagou em 10x no cartão e toda vez que você pensa em se desfazer dele lembra das prestações, bate o peso na consciência e por isso ainda não se livrou, afinal de contas, estaria jogando dinheiro fora?


Mude sua maneira de pensar, pense que é dinheiro parado e que hoje é possível vender o item por um preço razoável em um grupo de amigos ou até mesmo na internet. Não se apegue ao valor que pagou, é claro que não vai ter todo o dinheiro de volta, mas você se desapega de algo, ganha um troco, mais espaço e ainda fica com a consciência tranquila de que o item poderá ser útil para outra pessoa.


No caso de roupas existe a possibilidade ainda de doar ou repassar aquelas que você tem mais "dó", para parentes a amigos próximos que você sabe que podem estar precisando, ficarão super contentes com o seu gesto e ainda cuidarão bem do item. Isso não quer dizer que alguém que receba uma doação também não o faça, mas é outra opção.


4 Tenho itens semelhantes que servem para o mesmo propósito?


Quantos medidores de macarrão você precisa mesmo? Um jogo de funil do PPP ao GGG?

Claro que quando entramos no assunto closet o mesmo não se aplica, uma pessoa precisa de uma calça jeans e também de uma de couro por exemplo. O que não faz sentido é ter 3, 4, 5 calças iguais, vestidos iguais, blazers iguais.

Mas quer ver um caso muito comum que encontramos quando fazemos a arrumação? "Roupas de ficar em casa", tem gente que faz uma coleção separada só com as roupas de ficar em casa. Precisa mesmo?


"Livre-se do repetido e abra espaço para o inédito"


5 Tenho um plano realista para usar isso?


Se eu pudesse te apontar cientificamente de onde vem o apego, eu diria que ele vem do nosso lado emocional. Ter um plano realista é uma excelente maneira de combater o lado emocional, que ficou por todos esses anos falando mais alto e mantendo itens parados dentro de casa.


Muitas vezes a gente se engana pra não se desfazer de algo. Mas se eu e você formos realistas, ambos sabemos que você não vai mais usar aquilo. Você pretende mesmo, de verdade usar?


É o que acontece com quem guarda roupas para o dia que emagrecer: